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Crianças 9 grandes desafios de mães e pais-pâncreas

***Texto escrito pela Fabiana Grillo, colaboradora da revista Momento Diabetes, e publicado na edição 24. Se você nunca ouviu a expressão mãe/pai-pâncreas, nós vamos te contar o significado […]

Fabiana Grillo | 03/09/2021

***Texto escrito pela Fabiana Grillo, colaboradora da revista Momento Diabetes, e publicado na edição 24.

Se você nunca ouviu a expressão mãe/pai-pâncreas, nós vamos te contar o significado agora. No diabetes tipo 1, o pâncreas deixa de produzir insulina, o hormônio responsável por transportar a glicose do sangue para dentro das células. Por isso, os pais ou responsáveis pelas crianças com diabetes acabam exercendo esse papel e passam a administrar a insulina para controlar a glicemia do filho.

Quem nos ajuda com essa explicação é uma mãe-pâncreas de carteirinha, a Christine Rolke, educadora em diabetes e professora titular do curso de Medicina da Universidade Vila Velha, no Espírito Santo. “É uma forma amorosa de chamar as mães e pais que cuidam dia e noite de seus doces filhos. Eu sou uma delas, pois descobri o diabetes da minha filha quando ela tinha apenas 13 meses de vida. Isso foi há 7 anos e, desde então, exerço o papel de mãe e de pâncreas dela”, conta Chris.

Para você se familiarizar ainda mais com essa expressão tão carinhosa, selecionamos algumas histórias que, além de tocar o coração, vão despertar aquele sentimento de esperança. As noites em claro e as lágrimas derramadas fazem parte do processo de aceitação do diabetes e você não é a primeira e nem a única família a passar por esse turbilhão de emoções, acredite!

1. Diabetes em bebê

O nascimento de um filho costuma ser um momento mágico para qualquer família. Por outro lado, os cuidados com o recém-nascido também envolvem muitos desafios, principalmente se ele for o primogênito. Agora, imagina se o diabetes aparece nesse momento?

“Quando o Arthur nasceu, interrompi minha carreira profissional para cuidar integralmente dele e, nesse processo, tive depressão pós-parto. Fiquei 1 ano e 3 meses na função exclusiva de mãe. Quando estava me reerguendo, apareceu o diabetes”, relata a contadora Dominique Prado, 33 anos, do Rio de Janeiro.

Ela havia voltado ao mercado de trabalho há apenas duas semanas, quando teve que correr para o hospital para acompanhar o pequeno Arthur César Prado que estava com um quadro de cetoacidose diabética.

“Pensei que meu filho iria tomar remédio para se recuperar e voltaria para casa curado”. Mas não foi assim que aconteceu. A exemplo de todo bebê diagnosticado com diabetes tipo 1, é muito difícil controlar a glicemia nessa faixa etária, porque “a alimentação é imprevisível, as variações glicêmicas são muito acentuadas, o risco de hipoglicemia é maior e ainda há a dificuldade de ajustar a dose de insulina”, pontua o endocrinologista pediátrico Luís Eduardo Calliari, professor da Santa Casa de São Paulo e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

“Muitas vezes, a necessidade de insulina do lactente é menor do que o mínimo que a seringa ou a caneta conseguem aplicar. Sem contar que o número de picadas diárias é grande, trazendo sofrimento para a criança e para os pais” completou o médico.

Dominique e o marido Rômulo César Prado, 33 anos, passaram 20 dias no hospital e receberam pouquíssimas informações sobre a doença e os cuidados que o diabetes exige ao longo da vida. A mãe de primeira viagem lembra que estava lendo sobre desfralde e mudou totalmente o foco para o novo aprendizado. Com um apetite louco por informação, a recém mãe-pâncreas começou a ler tudo o que podia sobre a nova condição de saúde do filho. “Passei a ter os desafios da maternidade e do diabetes ao mesmo tempo e esse choque de realidade vem quando a gente precisa assumir o tratamento. No hospital, o diagnóstico entra na mente, mas em casa, faz morada no coração”, conta a mãe de Arthur, que hoje tem 2 anos e meio.

Leia mais da matéria na edição 24 da Momento Diabetes.

Fonte: Revista Momento Diabetes nº 24. Confira na nossa loja virtual.

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