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Notícias Para não cair em hipoglicemia

Uma das maiores preocupações de quem convive com diabetes é a queda de açúcar no sangue. Saiba o que fazer para evitar os episódios e como agir se eles acontecerem.

Letícia Martins | 26/05/2017

Para não cair em hipoglicemia

A taxa ideal de açúcar no sangue é entre 70 mg/dl e 100 mg/dl, sigla que significa miligramas por decilitro. Quando os níveis de glicose ficam abaixo disso, o corpo geralmente emite alertas indicando que algo não está legal. É a chamada hipoglicemia (hipo).

Tremores, fraqueza, suor frio e irritabilidade são alguns dos sintomas (confira no quadro a lista completa), mas é importante cada um conhecer o próprio corpo, porque esses sinais podem variar de pessoa para pessoa. A queda na glicemia tem como principal fator a fome. Ficar muito tempo sem comer desestabiliza o organismo, que perde energia e começa a entrar em colapso.

Como ninguém quer passar por uma hipo, o jeito é ter sempre à mão o imprescindível kit pâncreas. Ele deve conter os medicamentos orais e/ou insulina para controlar o diabetes, bem como a seringa (ou outro acessório de aplicação da insulina), um aparelho para medir glicemia (glicosímetro), seus respectivos insumos, como fitas reagentes, lanceta e lancetador, e carboidratos simples, que são aqueles de rápida absorção (podem ser balas, sachês de mel ou pastilhas de glicose).

Além do jejum prolongado, outras situações podem provocar a temida hipoglicemia. Por exemplo, aumentar a quantidade de exercícios físicos sem orientação correta ou sem ajuste correspondente na alimentação ou na medicação; exagerar na dose da insulina; ingerir álcool em excesso ou de estômago vazio etc.

E se acontecer?

O tratamento da hipo deve ser imediato para evitar que a glicemia caia mais ainda e a pessoa tenha convulsão ou perda de consciência. Veja o passo a passo:

1. Consuma de 15 a 20 g de carboidratos simples, como açúcar na quantidade de uma colher (sopa) dissolvida em água; ou uma colher (sopa) de mel*, um copo de 200 ml de refrigerante comum, não diet; ou um copo de suco de laranja integral;

* Lembrando que o mel não é recomendado para crianças menores de 1 ano.

2. Verifique a sua glicose depois de 15 minutos;

3. Se continuar baixa, repita o procedimento;

4. Assim que a taxa voltar ao normal, faça um pequeno lanche;

5. Se for dirigir, espere de 45 a 60 minutos para assumir o volante com segurança.

6. Se você sentir sintomas leves da hipo, mas não tiver certeza do quadro, faça a automonitorização
da glicemia (exame de ponta de dedo).

7. Não ingira mais do que a quantidade recomendada de carboidratos para não causar uma hiperglicemia.

Fique atento aos sinais da hipoglicemia:

  • Tremedeira
  • Nervosismo e ansiedade
  • Suores e calafrios
  • Irritabilidade e impaciência
  • Confusão mental e até delírio
  • Taquicardia, coração batendo mais rápido que o normal
  • Tontura ou vertigem
  • Fome e náusea
  • Sensação de formigamento ou dormência nos lábios e na língua
  • Dor de cabeça
  • Fraqueza e fadiga
  • Raiva ou tristeza
  • Falta de coordenação motora
  • Sonolência
  • Visão embaçada
  • Pesadelos, choro durante o sono
  • Convulsões
  • Inconsciência

E se for mais grave?

Quando a glicemia cai demais, o paciente pode desmaiar ou ter convulsões e será necessário que outra pessoa tome as providências. Por isso, é fundamental sempre orientar sua família, amigos ou colegas que trabalham próximo ou convivem com você sobre como agir nessas situações. Uma das medidas é aplicar glucagon, um hormônio que estimula o fígado a liberar glicose armazenada na corrente sanguínea. Kits de glucagon injetáveis podem ser adquiridos com prescrição médica. Seu médico saberá dizer se você precisa ter um desses e como usá-lo.

Identificação 

Pesquisas internacionais mostraram que equipes de saúde checam o pulso e o pescoço de pacientes que chegam ao hospital em busca de colares ou pulseiras de identificação. Por isso, é fundamental que pessoas com diabetes ou outras doenças crônicas portem sempre uma identificação sobre sua condição e os medicamentos em uso. Isso pode ser muito útil em caso de hipoglicemia grave, de um acidente ou qualquer emergência.

Sempre oriente sua família, amigos ou colegas de trabalho sobre como agir em caso de hipo!

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes (diabetes.org.br)

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