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Sem categoria Luz, câmera e atenção

O 12º episódio da série americana The Black List traz uma criança com diabetes tipo 1. Nos diálogos, os personagens reforçam grandes tabus envolvendo a disfunção. Você sabe quais são?

| 02/08/2017

Luz, câmera e atenção

Volta e meia o diabetes ganha destaque ou faz uma ponta em filmes e novelas. Incluir a temática na dramaturgia do cinema ou da TV ajuda a chamar a atenção para a importância  a prevenção e do controle da doença, que atinge mais de 400 milhões de pessoas. Porém, muitas vezes, a abordagem é feita de forma errada e cabe a quem está assistindo fazer uma interpretação correta do assunto.

 

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No seriado americano The Black List (A Lista Negra, em português), o diabetes foi abordado em dois episódios da primeira temporada (2013). No episódio 12, chamado de O Alquimista, o vilão tem uma filha recém diagnosticada, que usa bomba de infusão de insulina. Na trama, ele sequestra a ex-mulher e a garota para fugir da polícia. A detetive Elizabeth Keen diz a Raymond Reddington, o protagonista da série, que a filha do procurado está doente, pois ela é diabética e usa bomba de infusão. Na hora, a detetive conclui que é possível descobrir a localização do contraventor rastreando os sinais do aparelho da menina.

De fato, as bombas de infusão de insulina e os sensores de glicemia possuem radiofrequência, porém elas se comunicam apenas quando estão muito próximas. Por isso, achar um sinal que passe a localização exata de onde o usuário de bomba está é praticamente impossível. Deixando de lado a questão tecnológica, o que intriga nesta cena é a forma como a garota é chamada. Ter diabetes não a torna uma “doente”, uma vez que é possível viver com qualidade seguindo o tratamento médico corretamente.

Acreditar que quem tem diabetes não pode comer doce é um dos maiores tabus que envolvem a disfunção

Mas o erro mais grave aparece na cena em que o bandido mantém a ex-esposa e a filha reféns em uma loja de conveniência. Em um determinado momento, ele pergunta para a filha se ela quer um chocolate. A mãe, inconformada, dá uma bronca no ex-marido dizendo: “Você está maluco? Ela é diabética.”

Acreditar que quem tem diabetes não pode comer doce é um dos maiores tabus que envolvem a disfunção. Com um bom controle do diabetes, fazendo a contagem de carboidrato e aplicando as doses adequadas de insulina, dá para saborear um docinho de vez em quando. Como a garotinha do seriado usa bomba de infusão, bastava a mãe contar a quantidade de carboidratos do chocolate, calcular a dose de insulina necessária para corrigir a glicemia e colocar os valores no aparelho.

Diabetes tipo 2 em foco
Já no episódio de 18, o vilão Milton Bobbit resolve fazer justiça com as próprias mãos e planeja o assassinato de diversas pessoas, incluindo seu endocrinologista. A decisão ocorre depois de ter sido cobaia em uma pesquisa para descobrir a cura do diabetes tipo 2, que não deu muito certo. No clímax da cena, Bobbit encontra seu médico e começa a explicar por que pretende matá-lo. “Não quero morrer. Fiz tudo que estava ao meu alcance para não morrer. Medicina ocidental, terapias alternativas, remédios, ervas. Mas acabei aceitando que vou morrer”, diz o personagem, inconformado com o diagnóstico de diabetes tipo 2. A cena continua com Bobbit arrancando um pedaço do rosto, um efeito colateral do estudo clínico que participou. Tirando essa última parte que é totalmente fantasiosa, a mensagem que Bobbit passa, de tentar de tudo para ser “curado” do diabetes, é muito comum entre os pacientes, que encontram resistência para aceitar a doença e procuram tratamentos alternativos que, muitas vezes, até pioram o estado de saúde. Até o momento, diabetes não tem cura, mas tem controle e muitas pessoas conseguem viver bem adotando o tripé: alimentação balanceada, prática de atividade física e uso de medicamento.

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