Pessoas com diabetes têm o dobro de riscos de sofrer um infarto agudo do miocárdio, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Muita gente desconhece essa relação perigosa, mas os números mostram urgência: o Brasil já tem 17 milhões de pessoas vivendo com a doença. É neste cenário que a ADJ Diabetes Brasil convida a população para o “Café com Dr. Coração”, ação de saúde com testes gratuitos e orientação de profissionais, no dia 11 de outubro, na Barra Funda, em São Paulo.
Realizado com apoio da farmacêutica Novartis e da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), a dinâmica do evento é tão simples quanto valiosa. Os interessados devem entrar em contato por telefone, fazer a inscrição (vagas são limitadas) e comparecer na sede da ADJ às 09h. Para quem não conseguir acompanhar o conteúdo educacional presencialmente, também terá a oportunidade de acompanhar o evento online.
“A campanha é direcionada tanto para quem não tem diabetes e quer se prevenir, quanto para quem tem e sequer imagina que existam riscos relacionados ao coração. Nas duas frentes, informação é o que fará a diferença porque estamos falando do agravamento de algo que já é muito ruim. Ou seja, o diabetes, por si, já merece toda atenção e cuidados, mas a preocupação se estende a um manejo, ainda mais rigoroso, para que a condição não prejudique órgãos como coração e rins”, explica o Dr. Ronaldo Wieselberg, endocrinologista e presidente da ADJ.
Relação diabetes x riscos cardíacos
O diabetes, por definição, é uma doença crônica caracterizada por níveis elevados de açúcar (glicose) no sangue. Pode ser classificada como tipo 1 (DM1), quando o próprio sistema imunológico ataca células do pâncreas, órgão que produz a insulina, que é o hormônio que ajuda a regular esses níveis; ou tipo 2 (DM2), quando o corpo não produz insulina suficiente ou cria resistência.
Nos dois casos, quando não tratados, os níveis de glicose danificam os vasos sanguíneos o que, combinado outros fatores frequentemente relacionados, como hipertensão, colesterol alto e obesidade, também aumenta a chance de desenvolvimento de doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais.
Nas mais recentes diretrizes brasileiras, há uma mudança significativa no manejo da hipertensão, que agora classifica medições de 12 por 8 (120/80 mmHg) como “pré-hipertensão” e adota metas mais rígidas de tratamento para todos os pacientes, inclusive os com comorbidades como diabetes (alvo geralmente < 130/80 mmHg).
A atualização também incorpora novos parâmetros para colesterol exigindo metas mais agressivas, até mesmo em pessoas sem sintomas clínicos. Essa integração de diretrizes pede uma atenção especial ao diagnóstico de diabetes como fator de risco central: a presença de hiperglicemia potencializa os danos vasculares, de modo que o controle conjunto e precoce da pressão arterial, dos lipídios e da glicemia aparece como estratégia essencial para prevenção de problemas cardiovasculares graves em pacientes diabéticos.
Aumento do diabetes no Brasil
O diabetes mellitus atinge mais de 17 milhões de brasileiros entre 20 e 79 anos, com projeção de alcançar 24 milhões de casos em 2050, segundo dados do IDF Atlas Diabetes 2025. Em 2024, durante a campanha da ADJ para o Dia Nacional de Combate ao Colesterol, foram realizados testes de colesterol fracionado, de glicemia capilar e orientações de saúde na Estação Rodoviária Tietê, em São Paulo. Foram feitas 634 testagens e identificado que, entre o grupo de participantes, 20,82% das pessoas tomavam medicação para diabetes, 23,19% para colesterol, 10,9% eram fumantes, 3,14% tinham doença cardíaca e 1,10% renal.
Serviço
Café com Dr. Coração
Evento Gratuito
Data: Sábado (11/10), das 9h às 12h
Local: Sede ADJ Diabetes Brasil
Endereço: R. Padre Antônio Tomás, 213, Água Branca
Cidade: São Paulo (SP)
Inscrições: (11) 3675-3266 / whatsapp (11) 97148-0465
Vagas: 50 participantes
