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Tratamento Estudos analisam os efeitos da hiper e da hipoglicemia no cérebro

***Texto escrito pela Vanessa Pirolo, colaboradora da revista Momento Diabetes, e publicado na edição 28. Você certamente já ouviu o médico falar sobre a importância de manter […]

Vanessa Pirolo | 16/07/2021

***Texto escrito pela Vanessa Pirolo, colaboradora da revista Momento Diabetes, e publicado na edição 28.

Você certamente já ouviu o médico falar sobre a importância de manter a glicemia controlada, de evitar as hipos e tomar cuidado com as hiperglicemias. Essa preocupação é uma constante na vida de quem tem diabetes não só pelos sintomas que os altos e baixos da glicemia provocam no momento, como fraqueza, tontura, confusão mental, mas também devido aos efeitos que podem causar a longo prazo. Um estudo recente chamado “Impacto do diabetes tipo 1 no cérebro de crianças em desenvolvimento”, publicado na revista Diabetes Care, de janeiro de 2021, mostrou que participantes com a condição tiveram mudanças detectáveis nos volumes cerebrais e nos indicadores cognitivos. No total, 144 crianças com diabetes tipo 1 foram comparadas a outras 72 com a mesma idade e que não tinham a condição.

Todas as crianças foram submetidas à ressonância magnética e os resultados apontaram que a hiperglicemia e o tempo de diagnóstico causaram déficits neurocognitivos naquelas com diabetes. A diferença foi de quatro pontos a menos no quociente intelectual (QI) em crianças de 6, 8, 10 e 12 anos em relação às outras que não têm a condição.

Na prática, as crianças com diabetes tiveram pequenas dificuldades relacionadas a soluções de problemas de matemática, por exemplo, e um entendimento mais lento sobre o conhecimento transmitido em sala de aula.

Mas não há motivo para desespero: o estudo é preliminar e a médica Monica Gabbay, pós-doutora em endocrinologia e coordenadora do Departamento de Diabetes Tipo 1 da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), afirma que a diferença de cognição apresentada entre os dois grupos de criança é leve. “A diminuição do QI apresentada no resultado desse estudo é leve, discreta e não alarmante. Vale destacar que muitos estudos ainda precisam ser publicados para mais conhecimento sobre esta temática”, ponderou.

A grande questão é descobrir se as crianças analisadas poderão reverter essa diferença no QI ao longo da adolescência. Só o tempo e novos estudos poderão responder a essa pergunta, mas isso nos leva a outra dúvida: quais seriam os efeitos das hiperglicemias no cérebro de pessoas com mais idade? O professor do Departamento de Gerontologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Dr. Tiago da Silva Alexandre, responde: “O cérebro é um órgão dependente do açúcar para funcionar. Se a pessoa tiver hiperglicemias a médio e longo prazos, haverá alterações vasculares, ou seja, inflamações no cérebro e formação de placas que prejudicam a circulação do sangue na região. Isso pode causar isquemias e demência”.

Leia mais da matéria na edição 28 da Momento Diabetes.

Fonte: Revista Momento Diabetes nº 28. Confira na nossa loja virtual.

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