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Caroline Naumann A parábola da mesa

Comparo preços, benefícios, roupas e pessoas. Por que não comparar o diabetes? Acho que vale a analogia. Para se manter estável, a mesa precisa de pés. Assim também funciona com o diabetes.

Caroline Naumann | 14/06/2017

A parábola da mesa

Sempre leio diferentes visões sobre o diabetes e, recentemente, li um texto de uma médica que, curiosamente, comparava o tratamento da condição a uma mesa. Alimentação, atividade física, medicação e controle do estresse eram parte da temática principal, que atribuía aos médicos a necessidade de individualização do tratamento. Muito interessante, mas o que ficou mesmo na minha cabeça foi a mesa… Comparo preços, benefícios, roupas e pessoas. Por que não comparar o diabetes? Acho que vale a analogia. Para se manter estável, a mesa precisa de pés. Assim também funciona com o diabetes, isto é, o bom controle da glicose se apoia em quatro grandes pilares:

Acesso
As pessoas com diabetes precisam ter condições de adquirir itens necessários para o tratamento escolhido: insulina, tiras, insumos, lancetas, medicação, entre outros.

Informação 
É preciso entender a condição e os sintomas, conhecer o próprio corpo, saber os detalhes do tratamento, conseguir mexer nos aparelhos, como glicosímetro e bomba de insulina, se for o caso.

Equipe de apoio
Contar com uma equipe multidisciplinar de saúde faz toda a diferença. Mas além do atendimento dos médicos, psicólogos, nutricionistas, preparadores físicos, entre outros profissionais, o apoio de familiares e amigos também é fundamental.

Motivação pessoal
O diabetes é um constante recomeço e exige foco e força de vontade. Desistir, jamais! Assim como a mesa, o bom controle necessita do equilíbrio para o  funcionamento.
Imagine o seguinte: você tem acesso aos medicamentos e insumos, informação e uma excelente equipe de apoio, mas não está motivado para o tratamento. Qual seria o resultado? Descontrole. Mas, e se você está bem informado, amparado por profissionais e gente querida, motivado para o autocuidado, mas não tem acesso ao material necessário para a terapia, qual seria o resultado? Descontrole.

Experimente tirar qualquer um dos tópicos acima e tentar alcançar um bom controle glicêmico. Para mim, uma missão impossível. Sem atribuir prioridades ou grau de importância, cabe a nós estabilizarmos essa mesa. Não é fácil, mas identificar onde está nossa fraqueza pode ser um ótimo ponto de partida, afinal, nunca teremos uma refeição tranquila se nossa mesa estiver bamba.
O que falta para você começar?

Caroline Naumann tem 29 anos, 14 deles convivendo com diabetes. Criou o blog Ao Trabalho para superar o diagnóstico, e descobre, a cada dia, um outro jeito de encarar as coisas. 

Saiba mais
aotrabalho.blog.br | momentodiabetes.com.br

 

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