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Notícias Educar para Salvar capacita profissionais do SUS para atender pessoas com diabetes em Indaiatuba e Nova Iguaçu

Iniciativa do Vozes do Advocacy e da Associação Sempre Amigos abordará diabetes, prevenção de complicações e outras condições crônicas no dia 11 de setembro

Da Redação | 10/09/2026

Educar para Salvar capacita profissionais do SUS para atender pessoas com diabetes em Indaiatuba e Nova Iguaçu

Com o objetivo de melhorar a adesão ao tratamento e contribuir para a prevenção das complicações do diabetes, o Vozes do Advocacy promoverá duas edições do projeto Educar para Salvar. As capacitações serão realizadas nos dias 11 e 12 de setembro, em Indaiatuba, no interior de São Paulo, e em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro.

O projeto oferece uma atualização sobre diabetes e suas complicações, doença ocular da tireoide e lipodistrofia generalizada congênita para profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em Indaiatuba, a iniciativa será promovida pela Associação Sempre Amigos em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. O encontro acontecerá no dia 11 de setembro, das 8h às 12h e das 13h às 17h, no auditório da Unimax, localizado na Avenida Nove de Dezembro, 460, Jardim Pedroso.

Em Nova Iguaçu, a capacitação será realizada pela Associação dos Diabéticos e Familiares de Tanguá e pela Associação de Diabetes de Nova Iguaçu, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e com as Ligas Acadêmicas de Medicina da Família e Comunidade, Endocrinologia e Metabologia, Políticas Públicas em Saúde e Gestão em Saúde da Universidade Iguaçu. O encontro ocorrerá no dia 12 de setembro, das 8h às 15h30, na Universidade Iguaçu.

O Projeto Educar Salva ocorre em um cenário de crescimento dos impactos econômicos e sociais do diabetes. Segundo o Atlas de Diabetes 2025, da Federação Internacional de Diabetes, os gastos relacionados à condição no Brasil chegaram a US$ 45 bilhões em 2025. Com esse resultado, o país ocupa a terceira posição mundial em despesas relacionadas ao diabetes.

Dados da pesquisa Vigitel mostram que, no conjunto das 27 cidades analisadas, 10,2% da população adulta relatou diagnóstico médico de diabetes. A frequência foi maior entre as mulheres, com 11,1%, do que entre os homens, com 9,1%.

Acesso à tecnologia e ao tratamento

Outro levantamento que ajuda a dimensionar esse cenário é a pesquisa inédita “Acesso à Tecnologia de Monitorização do Diabetes no Brasil”, realizada pelo Vozes do Advocacy com o apoio da Roche e divulgada em maio. O estudo ouviu 1.411 pessoas com 18 anos ou mais que relataram diagnóstico de diabetes.

Os resultados indicam que a falta de controle da glicemia no médio e no longo prazo está entre os principais fatores relacionados ao desenvolvimento de complicações. A pesquisa também evidencia a relação entre desigualdade social, acesso às tecnologias de monitorização e ocorrência de problemas associados ao diabetes.

Entre as pessoas que utilizam sensores de glicose atualmente, 77,3% declararam não ter complicações do diabetes, enquanto 12,4% relataram uma complicação e 10,3%, duas ou mais. Entre aquelas que já utilizaram a tecnologia em algum momento, 63,3% disseram não apresentar complicações, 21,9% informaram ter uma condição instalada e 10,3%, duas ou mais.

No grupo que nunca utilizou sensores de glicose, 53,3% afirmaram não ter complicações, 24% relataram uma e 22,8% declararam conviver com duas ou mais condições associadas.

De acordo com a análise, os usuários atuais de sensores apresentaram cerca de 38% menos chance de relatar complicações microvasculares, como retinopatia, doença renal e neuropatia; 42% menos chance de relatar complicações macrovasculares, como doenças cardiovasculares e amputações; e 34% menos chance de apresentar uma complicação crônica, em comparação com os não usuários atuais da tecnologia.

Diante desse cenário, o Educar para Salvar busca fortalecer a atuação dos profissionais de saúde e ampliar a qualidade do cuidado oferecido às pessoas com diabetes.

“Nós sabemos que o diabetes é uma condição que requer acesso a insumos e medicamentos, tratamento multidisciplinar com profissionais devidamente capacitados e educação em diabetes para as pessoas que convivem com a condição. Por meio da educação, podemos melhorar a adesão ao tratamento e, assim, reduzir os gastos do SUS com complicações, hospitalizações e internações”, explica Edvaldo Apolinário, presidente da Associação Sempre Amigos.

Mais informações estão disponíveis no Instagram e no Facebook do Vozes do Advocacy: @vozesdoadvocacy.

Fonte: assessoria de imprensa do Vozes Advocacy

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