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Notícias O que é diabetes?

Só no Brasil, mais de 16 milhões de pessoas têm diabetes. No mundo, mais de 470 milhões, ou seja, o diabetes já é uma pandemia. É importante saber que existem diferentes tipos de diabetes e que os sintomas e os medicamentos usados no tratamento podem variar.

Letícia Martins | 07/01/2021

No Brasil, 16,8 milhões de pessoas têm diabetes, de acordo com a 9ª Edição do Atlas da Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês), divulgada em 2019. É um número bastante alto, que coloca o Brasil na 5ª posição no ranking de país com maior número de pessoas com a doença.

Ainda segundo a IDF, no mundo, existem 463 milhões de pessoas com diabetes, e a perspectiva de novos diagnósticos até 2045 não é boa: estima-se que haverá um aumento de 51% de casos, totalizando 700 milhões de diabéticos no planeta.

Diante desses dados, fica evidente a importância de entender o que é o diabetes e o que fazer para evitá-lo (no caso de quem não tem) ou tratá-lo (no caso de quem foi diagnosticado).

Além disso, é importante saber que existem diferentes tipos de diabetes, cada um com diferentes terapias já que os sintomas e os medicamentos podem variar.

Diabetes tipo 1

Para começar, a endocrinologista Denise Costa, do Hospital Barra D’Or, do Rio de Janeiro, explica que: “O diabetes tipo 1 acontece quando o pâncreas não é capaz de produzir o hormônio insulina em quantidade suficiente para suprir as necessidades do organismo , ou quando este hormônio não é capaz de agir de maneira adequada quando se trata do tipo 2”.

Assim, o pâncreas da pessoa com diabetes tipo 1 (DM1) produz pouca ou nenhuma insulina, pois suas células sofrem o que chamamos de destruição autoimune. Por isso, a pessoa com diabetes tipo 1 necessita de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normais.

Quando se trata deste tipo de diabetes, o diagnóstico ocorre geralmente em crianças ou adolescentes previamente saudáveis e muitas vezes sem histórico familiar. Mas há casos em adultos também.

Entre os sintomas estão:

  • Urinar excessivamente
    • Beber bastante água
    • Sentir muita fome além do normal
  • Perder muito peso, mesmo comendo bastante.

 

Diabetes tipo 2

Enquanto isso, o diabetes de tipo 2 é mais frequente em pessoas com idade acima de 40 anos ou em pessoas obesas, embora, atualmente, apresente-se também em jovens e até adolescentes, em virtude de maus hábitos alimentares, sedentarismo e estresse da vida urbana e representa 90% dos casos de diabetes.

Nessas pessoas, o pâncreas ainda fabrica insulina, porém sua ação é prejudicada por algum motivo, quadro chamado de resistência insulínica e seu tratamento pode incluir medicamentos orais e, em algumas situações, aplicação de insulina.

Neste caso, os sinais são silenciosos e podem ser percebidos quando o diabetes já está em estágio avançado.

Alguns dos sintomas são:

  • Urina em excesso
    • Muita sede e, consequentemente, vontade de beber bastante água
    • Aumento do apetite
    • Perda de peso
    • Cansaço
    • Vista embaçada
    • Infecções frequentes, especialmente na pele.

Diabetes gestacional

Este tipo de diabetes pode ocorrer em qualquer mulher saudável durante a gravidez, entretanto, alguns fatores facilitam o desenvolvimento deste tipo de diabetes, por exemplo a idade materna avançada, o ganho de peso em excesso durante a gestação, sobrepeso ou obesidade, históricos de partos de bebês grandes (mais de 4 kg), hipertensão arterial e gestação de gêmeos.

Quando se trata do diabetes gestacional, o tratamento pode variar de pessoa para pessoa, mas o controle de peso permanece sendo a maior recomendação e, apesar deste tipo de diabetes desaparecer após o nascimento do bebê, é recomendado que a mãe redobre a atenção a sua saúde, para não desenvolver o tipo 2.

Tratamento, diagnóstico e prevenção

De forma geral, em todos os casos, é essencial a adoção de hábitos saudáveis e a deixa do sedentarismo, exercitando-se com regularidade.

Lembrando que exames de sangue podem detectar o diabetes, e caso exista elevação da glicose (açúcar no sangue), exames adicionais devem ser realizados para confirmar o diagnóstico, desta forma, fazer consultas médicas e exames periodicamente fazem parte do autocuidado.

O diabetes tipo 2 pode ser evitado com uma melhora no estilo de vida, baseado na prática de atividade física regular, na adesão de hábitos alimentares saudáveis, por exemplo, com o aumento de fibras na dieta e a partir do controle de peso.

No caso do tipo 1, o tratamento e os bons hábitos ajudam a prevenir as complicações e manter a glicemia sob controle, evitando transtornos.

No final das contas, o melhor tipo de diabetes é o controlado, e com informação e cuidado é possível reverter o cenário de aumento de casos.

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