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Notícias Ministério da Saúde abre consulta pública sobre sensor de glicose para pessoas com diabetes tipo 1

Por Priscila Horvat* O Ministério da Saúde abriu uma consulta pública para receber contribuições da sociedade sobre a incorporação do sensor de glicose para pessoas com diabetes […]

Momento Diabetes | 06/08/2026

Por Priscila Horvat*

O Ministério da Saúde abriu uma consulta pública para receber contribuições da sociedade sobre a incorporação do sensor de glicose para pessoas com diabetes tipo 1 (DM1) no Sistema Único de Saúde (SUS).

A consulta pública nº 63/2026, coordenada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), permanece aberta até 17 de agosto de 2026. Podem participar pacientes com diabetes, familiares, profissionais de saúde, pesquisadores e qualquer outro cidadão interessado em contribuir. Essa é uma ótima oportunidade de fazer sua voz ser ouvida!

Por que participar da consulta pública sobre sensor de glicose?

O acesso ao sensor de monitoramento de glicose é um assunto que tem sido cada vez mais debatido nos espaços de saúde. A tecnologia facilita a vida de quem tem diabetes e exclui os inúmeros furos diários nas pontas dos dedos para medição da glicemia. Além disso, ela é indicada para ser usada especificamente em pacientes que, mesmo fazendo o controle diário da glicose e seguindo o tratamento da forma recomendada, ainda apresentam a hemoglobina glicada igual ou acima de 7%.

O sensor, geralmente colado no braço, fica sob a pele por cerca de 14 a 15 dias, medindo continuamente o nível de glicose no sangue. Um transmissor envia essas informações em tempo real para um aparelho leitor ou para um aplicativo no celular, permitindo que o paciente acompanhe suas taxas de açúcar a todo momento, sem precisar furar o dedo repetidamente.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso desse tipo de tecnologia para medir a glicose em
pessoas com 2 anos ou mais, com ou sem diabetes, inclusive gestantes, podendo substituir o teste tradicional de picada no dedo no autocuidado da doença.

Algumas cidades, como São Paulo, começaram a realizar a distribuição do sensor para uma parcela da população. Hoje, a maior dificuldade no acesso à tecnologia é seu alto custo. Do ponto de vista econômico, o sistema em avaliação tem um custo mais alto do que o método tradicional, mas também traz mais anos de vida com qualidade para o paciente, o que fez com que a relação entre custo e benefício ficasse dentro do limite considerado aceitável
pelo Ministério da Saúde. A incorporação do sensor ao SUS pode ampliar o acesso de pessoas com diabetes que são atendidas na rede pública.

Como participar

Antes de fazer sua contribuição, leia os relatórios que contêm as informações que embasaram a recomendação preliminar da Conitec (técnico e versão para a sociedade). Em seguida, basta seguir o seguinte passo a passo:

  • Acesse a página da consulta pública nº 63/2026 no portal Brasil Participativo;
  • Faça seu login pela sua conta gov.br;
  • Responda o questionário, incluindo os campos obrigatórios com seus dados pessoais;
  • Leia os termos e clique no botão ‘Enviar’ para finalizar.

Em caso de erros durante a participação ou dúvidas, entre diretamente em contato pelo e-mail participacaosocial@presidencia.gov.br com cópia para conitec@saude.gov.br.

A decisão da incorporação será divulgada após a análise das contribuições e das evidências técnicas disponíveis. Por isso, cada participação conta!


* Priscila Horvat é jornalista com foco em saúde e integra a equipe da Momento Diabetes.

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