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Alimentação Café da manhã no capricho – Nutricionista explica a importância da primeira refeição do dia

Confira sugestões de Ticiane Bovi para montar um cardápio saudável e delicioso para garantir doses de energia logo cedo e ajudar no controle glicêmico.

Redação | 16/09/2019

Café da manhã no capricho – Nutricionista explica a importância da primeira refeição do dia

Considerado uma das principais refeições do dia, o café da manhã repõe a energia gasta durante o sono, ativa o metabolismo e restabelece as funções do organismo. A nutricionista Ticiane Bovi explicou a importância da alimentação saudável desde o inicio do dia na Momento Diabetes nº 4, confira a seguir.

Acordar com a glicemia na meta é uma ótima maneira de começar o dia, mas para muitas pessoas com diabetes é, na verdade, um desafio. Diversos fatores provocam os altos e baixos glicêmicos, como alimentação inadequada, práticas abusivas – ou sem os devidos cuidados – de atividade física, aplicação incorreta de insulina, fenômeno do amanhecer (leia sobre ele na página 18), entre outros.

Se a alimentação é fator importante nesta equação, um dos caminhos para chegar à glicemia de jejum ideal é tomar um bom café da manhã diariamente. Pense nele como um presente que podemos dar ao nosso corpo depois de um longo período em abstinência.

De acordo com a nutricionista clínica e educadora em diabetes, Camila Cialdini Faria, de Belo Horizonte (MG), o desjejum reduz também a sensação de fome, principalmente na hora do almoço, previne o ganho de peso e a perda de massa muscular. “Além disso, o hábito de tomar o café da manhã auxilia na redução do colesterol, evita o depósito de gordura localizada e diminui o risco de desenvolver diabetes tipo 2”, acrescenta.

 

Benefícios do café da manhã

Apesar dos diversos benefícios, muita gente prefere pular esta refeição e fazer apenas um lanchinho no meio da manhã ou aguardar o almoço. Tal decisão, porém, pode comprometer a saúde, especialmente de quem tem diabetes, e levar a crises de hipoglicemia, quando a taxa de açúcar no sangue fica abaixo do limite. Se a pessoa faz uso de insulina ou de hipoglicemiantes orais, o perigo aumenta e torna-se mais difícil manter a glicemia nos eixos.

“Alguns pacientes, a fim de sair deste episódio de hipoglicemia, consome alimentos de maneira desordenada e sem critério nenhum. Essa atitude pode gerar uma hiperglicemia tardia, prejudicando ainda mais o controle glicêmico ao longo do dia”, ressalta a nutricionista Ticiane Gonçalez Bovi, mestre em Clínica Médica pela Faculdade de Medicina da Unicamp.

Pesquisas apontam que a substituição do café da manhã por pequenos lanches, sobretudo entre as crianças e adolescentes, tem como consequência o aumento do consumo de gorduras e de carboidratos, entre eles o açúcar simples. Outro fator que provoca a hiperglicemia, sem falar nos quilinhos extras que podem surgir. Sendo assim, em vez de omitir o café da manhã, que tal conferir algumas dicas para fazer dele o bom-dia todo dia?

 

Glicemia de jejum ideal

Também chamada de glicemia matinal, ela é uma das medidas mais importantes para o controle do diabetes, pois permite ao médico fazer os ajustes necessários e ao nutricionista indicar mudanças na alimentação. Confira os valores ideais de glicemia em jejum segundo as maiores instituições médicas em diabetes.

Para adultos com diabetes

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) recomenda glicemia em jejum inferior a 100 mg/dl, mesmo valor utilizado para as glicemias pré-prandias (pós-refeições). Já a Associação Americana de Diabetes (ADA) aconselha glicemia em jejum e/ou pré-prandial para adultos entre 80 mg/dl e 130 mg/dl.

Para crianças e adolescentes com diabetes

A SBD segue as recomendações da ADA e da Sociedade Internacional de Diabetes Pediátrica e do Adolescente (ISPAD), que recomendam os seguintes valores: ADA: entre 90 mg/dl e 130 mg/dl ISPAD: entre 65 mg/dl e 100 mg/dl

Meta individual

“Contudo, vale destacar que as metas glicêmicas do tratamento devem ser individualizadas, considerando a idade do paciente, expectativa de vida e grau de percepção de hipoglicemia”, destaca a nutricionista Camila Faria.

 

 

Passo a passo

Um café da manhã completo deve conter todas as fontes de nutrientes: carboidratos, proteína, gorduras, vitaminas e minerais. São indicados e não podem faltar nessa refeição:

Leite e seus derivados

Fonte de proteína e cálcio, importantes na contração muscular e na formação e manutenção de ossos e dentes. Dica: “A escolha entre o produto integral ou desnatado vai de acordo com o estado nutricional e a necessidade de cada um, pois as duas versões divergem no teor de gordura (colesterol), mas contêm a mesma quantidade de carboidratos numa porção de 200ml”, esclarece Camila Faria.

Cereais integrais

Farelo de aveia ou flocos de trigo, por exemplo. Reduzem o índice glicêmico da refeição, dão saciedade e fornecem fibras que auxiliam tanto no controle da glicemia pós-prandial quanto no funcionamento do intestino. fibras Farelo de aveia ou trigo, semente de chia, farinha de linhaça dourada, granola diet, etc. Pães ou biscoitos integrais Boas fontes de carboidratos, nutriente responsável pelo fornecimento de energia. Ajudam a prevenir episódios de hipoglicemia. Os integrais são mais ricos em fibras e evitam pico glicêmico durante a absorção, que é mais lenta.

Frutas in natura variadas

Banana, mamão, abacate, laranja (com bagaço) são algumas sugestões de fontes de vitaminas e minerais, responsáveis pela regulação de diversas funções do organismo, além de fortalecer a imunidade e dar energia.

Proteínas

Conferem saciedade, favorecem o controle da glicemia pós-prandial, além de restaurarem o tecido muscular.

Opção rápida e prática

Quer um bom exemplo de alimento proteico para o café da manhã? A omelete. A nutricionista e educadora em diabetes Ticiane Bovi elenca os benefícios. “O ovo possui vitamina B12, essencial para formação dos glóbulos vermelhos; colina, nutriente que pertence ao grupo das vitaminas do complexo B e que participa da construção da membrana de novas células cerebrais e na reparação daquelas já lesadas, além da vitamina A, presente na gema e responsável por aumentar a resistência do nosso organismo contra infecções.”

 

Ela lista algumas dicas para o preparo:

  1. Escolha ovos de boa procedência, tomando o cuidado de não utilizar aqueles com a casca rachada ou danificada.
  2. A quantidade de ovos consumidos dependerá da necessidade de cada pessoa e dos objetivos do plano alimentar. Portanto, converse com seu nutricionista.
  3. Enriqueça com hortaliças, tomate, cebola, cheiro-verde, salsinha, queijo, linhaça ou chia, alimentos ricos em fibras, proteína, vitaminas e minerais.
  4. Sempre que possível, utilize temperos frescos para dar mais sabor à omelete ou ervas desidratadas. evite os industrializados. não há necessidade de adicionar muito óleo no preparo.
  5. Use uma frigideira com revestimento antiaderente. Cozinhe a omelete em fogo baixo e com tampa. Desta forma, ela ficará completamente cozida e não queimará.
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