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Giro Saúde Vida longa com diabetes

***Texto escrito pela Sonia de Castilho, colaboradora da revista Momento Diabetes, e publicado na edição 23. 1950. Os cinemas exibem A Grande Ilusão (de Robert Rossen) e Cinderela (Walt […]

Sonia de Castilho | 25/08/2021

***Texto escrito pela Sonia de Castilho, colaboradora da revista Momento Diabetes, e publicado na edição 23.

1950. Os cinemas exibem A Grande Ilusão (de Robert Rossen) e Cinderela (Walt Disney). O rádio toca Luiz Gonzaga, Dalva de Oliveira e Nat King Cole. Nos Estados Unidos, é lançado o primeiro cartão de crédito. O Brasil, presidido pelo general Eurico Gaspar Dutra, perde a Copa do Mundo de futebol para o Uruguai, em pleno Maracanã.

Para Carmen Wills, então uma jovem de 19 anos, aquele ano seria marcado por outro acontecimento: o diagnóstico de diabetes tipo 1 (DM1). Hoje, saudável aos 89 anos, com duas filhas, um casal de netos e outro de bisnetos, Carmen está prestes a completar 70 anos de convivência com o DM1, contrariando os presságios em voga na época do seu diagnóstico, quando as condições de tratamento e controle eram precárias.

O caso de Carmen é exceção, raridade? Nem tanto. Desde 1970, mais de 5 mil indivíduos de todo o planeta já foram agraciados com a medalha de 50 Anos de Diabetes oferecida pelo Programa Medalhistas do Joslin Diabetes Center, maior e mais conceituado centro de estudo e tratamento de diabetes no mundo. Mais: em 1996 a entidade resolveu também premiar aqueles com 75 anos de diabetes. E foram 90 desde então. Sem contar a medalha de 80 anos dada à estadunidense Lilian Stamps, que viveu 89 anos, 86 deles com diabetes.

“As pessoas com diabetes tipo 1 estão vivendo mais e as complicações estão demorando mais para aparecer”, afirma Hillary Keenan, pesquisadora do Joslin Diabetes Center e uma das responsáveis pelo Joslin 50-Year Medalist Study, uma grande pesquisa realizada desde 2003 com 952 desses “medalhistas” com 50 anos ou mais de DM1.

Estudo realizado na Suécia e publicado em 2017 acompanhou mais de 36 mil indivíduos com diabetes tipo 1 durante 16 anos e constatou uma redução de 29% na taxa de mortalidade do grupo e de 42% no risco de morte por doença cardiovascular. Outro estudo, publicado em 2014 e liderado por pesquisadores da Universidade de Melbourne, Austrália, chegou à conclusão semelhante depois de analisar 88 pesquisas sobre o assunto publicadas desde 1971.

Embora as pessoas com DM1 ainda tenham maior risco de mortalidade quando comparado à população em geral, o artigo mostra que esse risco vem decrescendo com o tempo, especialmente depois dos anos 1990.

Leia mais da matéria na edição 23 da Momento Diabetes.

Fonte: Revista Momento Diabetes nº 23. Confira na nossa loja virtual.

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