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Comportamento SOS saúde mental na pandemia

***Texto escrito pela Beatriz Libonati, colaboradora da revista Momento Diabetes, e publicado na edição 23. Até o fechamento desta matéria, em junho de 2020, o novo coronavírus já […]

Beatriz Libonati | 04/06/2021

***Texto escrito pela Beatriz Libonati, colaboradora da revista Momento Diabetes, e publicado na edição 23.

Até o fechamento desta matéria, em junho de 2020, o novo coronavírus já havia vitimado mais de 380 mil pessoas no mundo e o Brasil acabava de bater o recorde mundial de país com mais mortes por dia.

Uma doença recém-descoberta, sem muitos estudos ainda, sem tratamentos disponíveis, sem vacina e que está deixando um legado de crise socioeconômica jamais vista nos últimos 100 anos. Esse momento é assustador e pode trazer uma série de sofrimentos emocionais, como ansiedade, depressão e pânico.

Em quem tem diabetes, o impacto emocional pode ser ainda maior. Isso porque, a todo instante, lemos e ouvimos mensagens nos meios de comunicação e redes sociais repetindo que somos parte do grupo de risco. Digo “somos”, pois eu tenho diabetes tipo 2 (DM2) há 5 anos.

Conversei com algumas pessoas para saber como estão lidando com a pandemia. A paulista Vanda Maria, de 56 anos, também tem DM2 e pegou o novo coronavírus. O relato dela é de alguém que passou por momentos de tensão. “Quando saiu o resultado, o pânico tomou conta de mim. Comecei a pensar na glicemia e em tudo que as pessoas falavam. Tive medo de ficar entubada. Foram muitas noites de terror que eu não desejo para ninguém”, conta a diarista que felizmente se recuperou da Covid-19.

O mesmo aconteceu com Juliana Ferreira, de 34 anos, que tem diabetes tipo 1 (DM1) e doença renal. “Fiquei internada em isolamento total por nove dias sem receber visitas. Isso mexeu muito com o meu psicológico. Além disso, comecei a tomar corticoide, o que me fazia acordar e dormir com a glicemia sempre acima de 250. Gerenciar o diabetes com a Covid-19 não foi fácil”, relata.

Diante desses relatos, fica a pergunta: como lidar com tamanha carga emocional? É possível manter a sanidade mental em tempos de pandemia? Como evitar o desespero, depressão e ansiedade em condições tão ruins?

Infelizmente, não há uma receita de bolo, mas existem caminhos para evitar o sofrimento mental e tentar lidar da melhor forma possível com esse novo cenário. “É importante destacar que a ansiedade ou o estresse relacionados ao medo da infecção do coronavírus não são as únicas fontes de desequilíbrio emocional. A mudança repentina de estilo de vida provocada pelo isolamento social também tem esse efeito”, explica a psicóloga Nara Brito, mestre em Psicologia do Desenvolvimento.

Quando essa rotina equilibrada é mudada de forma brusca, criam-se desafios para o manejo da glicemia. A própria sensação de falta de controle sobre a doença pode dar espaço a sentimentos como angústia, ansiedade, estresse, medo, desânimo e estados depressivos. Como ajustar isso? A resposta pode parecer óbvia demais, mas não há como fugir: é necessário realizar adaptações. “Para se chegar a um equilíbrio emocional e à regulação das taxas de glicemia, um conjunto de fatores deve ser levado em conta: exercício físico, alimentação saudável, momentos de lazer e convívio social, ainda que à distância”, reforça Nara.

Leia mais da matéria na edição 23 da Momento Diabetes.

Fonte: Revista Momento Diabetes nº 23. Confira na nossa loja virtual.

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