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Mônica Lenzi Quais são os 10 erros mais comuns que dificultam o controle glicêmico

Quando se tem diabetes, é preciso vigilância constante para manter o seu nível de glicose no sangue sob controle. Mesmo assim, alguns deslizes ou enganos podem acontecer.

Mônica Lenzi | 17/04/2017

Quais são os 10 erros mais comuns que dificultam o controle glicêmico

A vida é feita de escolhas e, quando se tem diabetes, é preciso vigilância constante para manter o seu nível de glicose no sangue sob controle. Mesmo assim, alguns deslizes ou enganos podem acontecer, pois o tratamento desta doença crônica é rico em detalhes. Muitas vezes, são detalhes para os quais não damos muita atenção. Por isso, minha primeira recomendação é procurar saber exatamente por que você não está conseguindo controlar a glicemia. Pode ser tanta coisa… Mas algumas manias erradas são bastante comuns. A seguir, apresento 10 erros principais que identifiquei nesses 30 anos de profissão. Confira a lista, aprenda a maneira correta de cuidar da sua glicemia e escolha ter mais qualidade de vida!

 

1 – Não conhecer os medicamentos que está usando

É importante entender como os remédios funcionam no seu organismo e ajudam a controlar a glicemia. Desta maneira, é mais provável que você os use corretamente. Se você não tem ideia de como é o mecanismo de ação da sua medicação, não seja tímido! Peça para o médico explicar ou pergunte a um farmacêutico de confiança

2 – Acreditar que você está curado do diabetes e parar de tomar o medicamento

Muitos diabéticos tipo 2 em uso de medicação oral abandonam o tratamento quando fazem o teste de glicemia capilar (ponta de dedo) e encontram valores próximos aos normais, pois acreditam que não têm necessidade de medicação.

Lembre se: o objetivo do tratamento do diabetes é manter os níveis de glicose no sangue os mais próximos do normal. Se isto está acontecendo, é porque o tratamento está sendo eficaz para você. Infelizmente, ainda não foi encontrada a cura do diabetes, mas é possível viver com um bom controle. Só não pode parar o medicamento sem a orientação do seu médico.

 

3 – Pensar que os carboidratos são os vilões.

Há quem acredite que pessoas com diabetes devem evitar ao máximo a ingestão de carboidratos, porque eles são convertidos em açúcar pelo organismo e por isso atrapalham o controle glicêmico. Isso faz muitos pacientes acharem que nunca mais terão prazer em comer algo, pois serão obrigados a viver à base de uma dieta restritiva.

É fundamental compreender que existem “bons carboidratos” e, com moderação e orientação certa, não há necessidade de passar vontade. Destaco: é tudo uma questão de controle da porção e moderação. Procure um nutricionista para saber quais são eles e como você pode fazer boas escolhas alimentares de acordo com seu perfil e estilo de vida.

 

4 – Não anotar os resultados dos níveis de glicose

O tratamento do diabetes requer atenção tanto do médico quanto do paciente. Seu médico precisa conhecer seus níveis de glicose no sangue em determinados períodos do dia, a fim de decidir a melhor estratégia. Pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2 em uso de insulina devem fazer no mínimo 3 testes diários, antes das principais refeições (café da manhã, almoço e jantar).

Diabéticos tipo 2 em uso de medicação oral devem fazer de 2 a 4 testes semanais, mas em horários diferentes, escolhendo medir antes ou 2 horas após uma refeição. Anotar os valores certinhos e levar para o seu médico é fundamental. Nessas horas a tecnologia também ajuda. Há glicosímetros que armazenam os resultados dos testes na memória e depois você pode transferi-los para o computador.

 

5 – Aplicar a dose errada ou trocar de insulina

Se você é da turma da insulina, é bem provável que utilize dois tipos diferentes deste hormônio: • insulina de ação prolongada e • insulina de ação ultrarrápida. Elas devem ser aplicadas em momentos diferentes do dia e as doses para cada uma delas também não serão iguais. A insulina de ação ultrarrápida foi projetada para reduzir rapidamente a glicemia e está relacionada aos níveis de glicose no sangue antes ou depois da refeição.

No caso de você usar 40 unidades de insulina de longa duração à noite, mas, em vez disso, aplicar a mesma quantidade de insulina ultrarrápida, sua glicose pode baixar muito, causando uma crise de hipoglicemia severa.

Por essa razão, fique atento cada vez que for aplicar sua insulina e certifique-se de que está com o hormônio correto nas mãos. Uma dica útil é identificar os frascos ou manter a insulina de longa duração e a ultrarrápida em prateleiras diferentes na geladeira.

 

6 – Menosprezar o poder da atividade física.

Exercícios físicos são os melhores aliados para quem tem diabetes e pré-diabetes. Praticando 30 minutos de atividade física durante 5 vezes na semana, seu corpo será capaz de:

  • Perder peso;
  • Aumentar a absorção de glicose sanguínea pelas células de seus músculos, melhorando assim o controle glicêmico;
  • Regular os níveis de pressão arterial;
  • Aumentar sua capacidade cardiovascular;
  • Aumentar a sensibilidade da insulina às células do seu corpo;
  • Diminuir a depressão e ansiedade;
  • Entre outros fatores. Você não precisa se tornar um atleta olímpico. Basta procurar uma modalidade física que te 6 dê prazer, pois somente assim você vai conseguir dar continuidade.

 

7 – Esperar um ótimo resultado em pouco tempo

Um dos maiores obstáculos para controlar o açúcar no sangue está em aderir novos hábitos alimentares e de atividade física para longo prazo. A maioria das pessoas que receberam um diagnóstico de diabetes, especialmente aqueles com o tipo 2, esperam que algo mágico aconteça de imediato.

Mas se você levou uma ou duas décadas para chegar onde chegou com seu estilo de vida desregrado, acredite, vai demorar um tempo para que alcance o resultado esperado, como, por exemplo, perder de 5 a 10% de seu peso inicial. Esperar uma mudança brusca de imediato é um erro.

Quando se trata de atividade física, dar pequenos passos é fundamental. Se você fizer mais do que você pode tolerar, você pode se machucar. Portanto, comece devagar e transforme isso em hábito. Certifique-se de conversar com seu médico antes de iniciar um novo programa de atividade física, especialmente se você é sedentário. Ele vai te ajudar a definir metas realistas e planejar uma rotina segura e eficaz.

 

 8 – Guardar as canetas de aplicação de insulina com a agulha acoplada

Duas coisas podem acontecer nesse caso: • vazamento de insulina e • entrada de ar no refil. Esse erro comprometerá a próxima aplicação. Mesmo que você marque a quantidade correta de insulina na caneta (seja ela descartável ou reutilizável), poderá injetar uma dose menor do que esperado, pois parte dela será o ar que havia entrada no refil.

E doses menores do que as prescritas contribuem para que seus níveis de glicose no sangue permaneçam mais altos do que o ideal. Este é um dos motivos de hiperglicemia que muitos pacientes desconhecem.

 

9 – Acreditar que se não há sintomas não é preciso tratar

Diabetes é uma doença silenciosa, diferente de uma enxaqueca ou uma artrose, que provocam dores insuportáveis e nos fazem buscar um tratamento rápido, não é mesmo? Quem tem diabetes tipo 2 normalmente não sente nada e, por isso, acaba deixando de tomar a medicação, abandona a atividade física e não se preocupa com a saúde como deveria.

É aí que mora o perigo: quanto maior o tempo de descuido, maiores podem ser as consequências. Certa vez, um dos meus clientes me disse: “Diabetes é como cupim, te come de dentro para fora”. E há verdade nisso. Quando você passa a sentir alguma coisa é porque, muitas vezes, algum órgão já foi comprometido de forma irreversível. A boa notícia é que tudo isso pode ser evitado e só depende de você.

Controle a glicemia, cuide da alimentação, siga corretamente as orientações do seu médico e faça os exames preventivos.

 

10 – Achar que você está sozinho

Iniciar o tratamento para o controle do diabetes sem auxílio profissional, familiar ou de amigos é um dos maiores erros. O diabetes é uma doença multifatorial, que mexe com a rotina, o emocional e até o aspecto financeiro. Por esses e outros motivos, não hesite em pedir a um ente querido para ajudá-lo a manter a sua programação de medicação, uma dieta saudável ou até mesmo o pique dos exercícios físicos. As pessoas que te amam são sua maior torcida. Conte com elas!

Para terminar

Existem duas palavras para um tratamento de diabetes eficaz: educação e disciplina. A disciplina é mudança de comportamento e depende única e exclusivamente de você. Educação é conhecimento e ele só funciona se você, que é o maestro da sua vida, colocá-lo em prática. Mãos à obra! Faça o milagre acontecer em você.

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