Por redação*
No dia 8 de agosto celebra-se o Dia Nacional de Combate ao Colesterol, uma data criada com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de prevenir e controlar os níveis de gordura no sangue para evitar as doenças cardiovasculares. No Brasil, essas patologias representam a principal causa de mortalidade, sendo responsáveis por mais de 380 mil óbitos anuais, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A entidade aponta ainda que cerca de 32% da população adulta brasileira apresenta níveis altos de colesterol LDL, considerado o “colesterol ruim”.
O principal desafio em relação ao colesterol alto é o fato de ele ser uma condição silenciosa, que não apresenta sintomas físicos imediatos. Na maioria das vezes, o indivíduo só descobre a alteração após sofrer um evento grave, como um infarto agudo do miocárdio ou um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), o colesterol elevado está diretamente ligado a um terço de todas as doenças cardíacas isquêmicas no mundo.
O papel do colesterol no organismo e os riscos
Muitas vezes o colesterol é visto apenas como um vilão para a saúde, mas essa substância é essencial para o funcionamento do corpo humano. Trata-se de uma gordura presente na estrutura das células do cérebro, músculos, fígado, nervos, pele, intestinos e coração, sendo fundamental para a produção de hormônios e ácidos biliares, que atuam diretamente na digestão. O problema reside no desequilíbrio entre as frações de colesterol que circulam no sangue:
- LDL (Lipoproteína de Baixa Densidade): conhecido popularmente como “colesterol ruim”. Em excesso, ele se deposita nas paredes das artérias, gerando placas que estreitam e enrijecem os vasos (aterosclerose), obstruindo a circulação saudável do sangue;
- HDL (Lipoproteína de Alta Densidade): o “colesterol bom”. Ele atua limpando as artérias, removendo o excesso de LDL e transportando-o de volta ao fígado para ser metabolizado e eliminado.
Além das ameaças diretas ao coração e cérebro, existe outro risco grave do colesterol alto não tratado: a esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado). Se os níveis de gordura permanecerem excessivamente elevados e o quadro evoluir sem controle, o paciente pode desenvolver complicações hepáticas severas, como a cirrose.
Causas, monitoramento e prevenção
De acordo com a nutricionista Denise Kunitake, do Centro Médico e Diagnóstico do HNIPO (Hospital Nipo-Brasileiro), as causas para o desequilíbrio das taxas sanguíneas englobam fatores genéticos e hábitos de vida, como o sedentarismo, obesidade, tabagismo e, de forma muito significativa, a má alimentação.
Como método preventivo, é recomendada a realização periódica do exame de sangue conhecido como perfil lipídico (ou lipidograma). Especialistas recomendam que adultos saudáveis realizem esse check-up pelo menos uma vez ao ano a partir dos 20 anos de idade. No entanto, se o paciente apresentar fatores de risco associados (como histórico familiar de infarto/AVC, diabetes, hipertensão, obesidade ou tabagismo), a investigação deve começar ainda mais cedo, inclusive durante a infância ou adolescência.
Para quem já apresenta alterações, o controle envolve mudanças no estilo de vida e, em casos específicos avaliados por médicos, o uso de medicamentos apropriados.

Confira as dicas e recomendações da nutricionista Denise Kunitake. Foto: Magnific
Dicas para o controle do colesterol
Recomendações:
- Ingerir diariamente frutas, legumes e vegetais folhosos;
- Incluir na alimentação o farelo de aveia e linhaça;
- Preferir carnes brancas, como de aves e peixes;
- Preferir as preparações cozidas, assadas ou grelhadas;
- Prefira laticínios desnatados e que não tenham adição de açúcares;
- Utilizar azeite de oliva extravirgem;
- Preferir alimentos integrais, como pão, macarrão e arroz integral;
- Realizar exercício físico regularmente com a orientação de um profissional de educação física.
Reduzir o consumo de:
- Açúcar;
- Biscoitos amanteigados/recheados, pão doce/recheado, croissant;
- Tortas, bolos, sorvete, leite condensado e achocolatado;
- Batata frita, pastel, coxinha, churros e frituras em geral;
- Salgadinhos industrializados;
- Excesso de farinha refinada;
- Gordura visível na carne, pele de frango, bacon, toucinho;
- Embutidos, como salame, presunto, mortadela, salsichas e linguiça;
- Excesso de creme de leite, nata e manteiga;
- Bebidas alcoólicas.
* Texto produzido e divulgado pela assessoria de imprensa do Hospital Nipo-Brasileiro