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Notícias Anvisa aprova comercialização de nova insulina no Brasil

A novidade é um biossimilar da insulina glargina e poderá ser usada por pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2 conforme prescrição médica.

Redação | 28/05/2020

A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, no dia 11 de maio, a última etapa para a comercialização de uma nova insulina no Brasil, a Glargilin®. O medicamento será importado pela Biomm, pioneira no setor de medicamentos biotecnológicos, numa parceria com indústria farmacêutica chinesa Gan & Lee. O produto contribuirá para ampliar a oferta de insulina para pacientes com diabetes. O Brasil tem 16,8 milhões de pessoas com diabetes.

A medicação é um biossimilar da insulina glargina, mundialmente reconhecida por sua eficácia e segurança no tratamento da diabetes tipos 1 e 2. Como insulina análoga, ou seja, produzida a partir do hormônio humano, Glargilin® possui ação de longa duração, com efeito de até 24 horas no organismo, reduzindo as chances de episódios de hipoglicemia – quadro perigoso que pode ocorrer quando há insulina demais em circulação no organismo.

De acordo com a Biomm, a nova insulina chegará ao mercado na versão caneta descartável, em caixas com uma ou 5 unidades. Com o novo produto, a companhia amplia o portfólio para diabetes no país, que já conta com Afrezza, única insulina inalável do país, e Wosulin.

Benefícios do medicamento

Para os pacientes que precisam fazer uso diário de insulina, a glargina oferece maior flexibilidade no estilo de vida – com apenas uma aplicação por dia.

Isso porque, ação da glargina tem um perfil de ação mais estável e evita os picos de insulina no organismo. “Sem essa cobertura de 24 horas, os pacientes precisam aumentar a frequência de aplicação da insulina basal e seguir horários rígidos para as refeições, a fim de evitar possíveis hipoglicemias”, explica a gerente médica da Biomm, Maria Isabel de Campos Vergani.

De acordo com a empresa, a segurança e a eficácia de Glargilin são comprovadas por estudos científicos. O mais importante deles foi realizado por pesquisadores chineses e americanos e apresentado no congresso da American Diabetes Association¹. Os resultados do estudo atestaram as propriedades farmacodinâmicas e farmacocinéticas da insulina biossimilar, quando comparadas à droga de referência. Na prática, isso garante que os mecanismos de ação e os efeitos desejáveis são os mesmos.

Diabetes: tipos e sintomas

Atualmente, o diabetes atinge cerca de 425 milhões de pessoas no mundo, segundo a Federação Internacional de Diabetes (2017), sendo o Brasil a quarta maior população afetada.

Tipo 1

Diabetes do tipo 1, conhecido como “juvenil”, é uma reação autoimune do corpo, que destrói as células que produzem a insulina, localizadas no pâncreas.

Tipo 2

Diabetes do tipo 2 é considerada uma doença crônica, que afeta a forma como o corpo processa o açúcar do sangue. É a versão mais comum do diabetes e tem relação com os hábitos de vida: obesidade, sedentarismo e hábitos alimentares.

Sintomas mais comuns

Tipo 1: Boca seca, sede excessiva, perda de peso repentina, fadiga e aumento da necessidade de urinar à noite.

Tipo 2: aumento da glicose no sangue. Geralmente associada à obesidade e outras doenças como hipertensão e dislipidemia.

Fonte: assessoria de imprensa da BIOMM

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