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Notícias Anvisa aprova cinco novas canetas para o diabetes

Por Priscila Horvat* A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o registro de cinco novas canetas à base de semaglutida para o tratamento do diabetes tipo […]

Momento Diabetes | 21/09/2026

Por Priscila Horvat*

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o registro de cinco novas canetas à base de semaglutida para o tratamento do diabetes tipo 2 (DM2). A aprovação aconteceu no dia 29 de julho e foi considerada um marco histórico, já que é a primeira vez que um volume tão grande de medicamentos para uma mesma finalidade recebe a chancela brasileira de uma única vez.

Para serem aprovados, os novos agonistas de GLP-1 passaram por testes científicos, de qualidade e segurança, e não poderiam ser reprovados em nenhum deles. Para efeitos de comparação, os medicamentos injetáveis foram registrados com o Ozempic. Conheça as novas opções:

  • Owozy, da Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda;
  • Seemasun, do laboratório Sun Farmacêutica do Brasil Ltda;
  • Zempneo, da Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A;
  • Semavy, pela Mantecorp, do grupo Hypera Pharma; e
  • Orsema, da indústria Ranbaxy Farmacêutica Ltda.

Saúde, sim, estética, não

Segundo o endocrinologista Dr. Carlos Eduardo Barra Couri, um ponto importante para quem comemorou a liberação dos novos medicamentos pensando em emagrecimento é que, “por enquanto, a indicação aprovada é exclusivamente para diabetes tipo 2 insuficientemente controlado, como complemento à dieta e ao exercício, para pacientes em que a metformina não é apropriada”, seja por intolerância ou por contraindicações.

“E a dose máxima registrada, no momento, é de 1mg”, afirmou o profissional, em sua coluna “Na veia”, publicada no site da revista Veja.

Novas canetas mantém o mercado aquecido

De acordo com informações da Anvisa, os pedidos de aprovação de novos medicamentos em versões sintéticas do hormônio natural acontece desde 2022, de versões sintéticas do hormônio natural, criadas em laboratório. No total, 68% de todas as solicitações de registro de dispositivos injetáveis para o tratamento de obesidade e diabetes já protocoladas na Anvisa são para medicamentos sintéticos.

Conforme explica o endocrinologista, hoje, as popularmente chamadas ‘canetas’ são o principal motor de crescimento da indústria farmacêutica global, incluindo o Brasil. Atualmente, esses medicamentos já representam uma fatia de “R$ 15,6 bilhões no mercado, com crescimento de 111% em um único ano”.

“A chegada simultânea de cinco novos concorrentes tende a ampliar o acesso e, com sorte, equilibrar preços — que é exatamente o que a Anvisa e o Ministério da Saúde dizem perseguir”, afirma o Dr Couri.

Na prática, os registros significam que a Anvisa autoriza a comercialização legal desses novos medicamentos injetáveis no Brasil, mas a Agência não possui qualquer relação direta com as vendas, que deve ser feita exclusivamente para pacientes com diabetes tipo 2 e pré-diabetes.

“Recebo essa notícia com o entusiasmo de quem viu, ano após ano, a fila de pacientes crescendo à espera de mais opções de tratamento — e com o rigor de quem sabe que ciência e regulação bem-feitas não têm pressa nem atalho. O Brasil deu um passo relevante rumo a um cuidado mais acessível para o diabetes”, concluiu o profissional.

Na hora da compra, em caso de suspeita de preços ou promoções ‘imperdíveis’, vale parar um momento e conferir informações diretamente na parte de Consultas no site da Anvisa, a fonte oficial para falar sobre os medicamentos autorizados, importados, experimentais e falsificados.

Na edição 38 da revista Momento Diabetes, comemorativa em alusão ao aniversário de 10 anos, a matéria de capa traz um conteúdo especial sobre as “canetas emagrecedoras”, com entrevistas com renomados médicos e os mais novos estudos sobre a eficácia delas. Garanta seu exemplar aqui.


* Priscila Horvat é jornalista com foco em saúde e integra a equipe da Momento Diabetes.

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