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Além do material escolar e dos pertences pessoais, Luis Arthur leva na mochila o kit para controlar o diabetes, descoberto há nove anos

Para muita gente, andar com uma seringa na bolsa pode parecer estranho, mas o estudante Luis Arthur de Souza Charão, de 12 anos, já se acostumou, afinal ele a utiliza pelo menos cinco vezes por dia. “Acho supernormal aplicar insulina. Estou acostumado e não me incomodo, porque sei que preciso disso”, diz. A naturalidade com a qual lida com o assunto tem a ver com o tempo de diagnóstico e a rotina: são nove anos administrando de forma manual o hormônio que o próprio pâncreas parou de produzir.

A mãe é a grande apoiadora e não se cansa de buscar informação sobre diabetes para melhorar cada vez mais o tratamento do filho. “Ele gosta da seringa e não quer mudar de jeito nenhum. Então, torço para conseguir sempre o modelo com a agulha mais curta”, conta Melânia de Souza Charão, que depende do Sistema Único de Saúde para adquirir os insumos necessários para controlar a glicemia do filho.

Como tantos outros adolescentes, Luis Arthur adora esportes e gosta de jogar futsal e andar de bicicleta. Na Escola Municipal Dr. Getúlio Vargas, em Cachoeira do Sul (RS), onde cursa o 7º ano, ele não fica de fora da atividade física. A supervisora e professora Rúbia Tatiane Nunes da Silva afirma que, dos 410 alunos da instituição, Luis Arthur é o único que tem diabetes e afirma que todos os funcionários se mobilizaram para recebê-lo bem. “No início, ficamos bastante apreensivos, pois nunca havíamos tido um aluno que precisava aplicar insulina. Mas a mãe dele sempre foi muito parceira e nos tranquilizou em tudo, explicando o que é o diabetes, como se verifica a glicemia, o que fazer em caso de uma hipoglicemia, entre outras coisas”, relata Rúbia. Segundo ela, a direção também fez reuniões com professores e pais para debater o assunto e tirar dúvidas.

Luis Arthur conta que todos os colegas de turma sabem que ele tem diabetes, mas nunca o trataram de forma diferente por isso. Mesmo assim, ele costuma escolher um local mais reservado na hora de aplicar insulina. “Prefiro ter privacidade nesse momento. Não gosto de aplicar perto de pessoas que não conheço”, explica o garoto.

Se a mãe está por perto, ela acompanha, atenta, a aplicação, mas fica tranquila sabendo que o filho aprendeu a fazer a técnica corretamente e está assumindo com responsabilidade os cuidados com a própria a saúde. Hoje, nenhum dos dois têm medo de administrar o hormônio nem encaram o diabetes como um grande inimigo. Mas nem sempre foi assim. Melânia encontrou dificuldade para aceitar o diagnóstico, principalmente porque não conhecia nada sobre a disfunção. “Foi muito difícil descobrir o diabetes do meu filho aos três anos de idade. Naquela época, li em uma revista a história de um rapaz com diabetes que dizia ter uma vida normal mesmo aplicando insulina diariamente. Isso me ajudou muito a aceitar a doença e a começar o tratamento”, relembra.

A cada quatro meses, mãe e filho percorrem quase 200 quilômetros até Porto Alegre para visitar o Instituto da Criança com Diabetes (ICD-RS) e aprender mais sobre o tema. Foi lá que conheceram outras famílias com história parecida, compreenderam a importância de medir a glicemia regularmente e descobriram que o diagnóstico não é uma sentença final, mas o início de uma nova vida, com mais cuidados e algumas picadinhas de saúde.

 

Este conteúdo foi criado em parceria com a BD e está presente na edição 10 da revista Momento Diabetes. Para comprá-la, clique aqui.

Criado pela BD, o projeto Vivendo Bem com Diabetes tem como objetivo ajudar pessoas com diabetes a se tornarem mais saudáveis e felizes, tirando partido das mais recentes inovações no tratamento da disfunção. Saiba mais em: facebook.com/vivendobemcomdiabetesbd