Nosso corpo é uma máquina, que precisa de combustível para trabalhar bem.

A insulina é produzida pelas células beta do pâncreas e tem como papel ajudar a glicose a entrar nas células. Por algum motivo ainda desconhecido pela ciência, o pâncreas de quem tem diabetes tipo 1 para de produzir insulina e, por esta razão, a própria pessoa precisa aplicar insulina para controlar o nível de açúcar no sangue (glicemia).

Todo esse processo começa com a alimentação. Quando comemos, estamos abastecendo nosso corpo de nutrientes, carboidratos e gorduras. Os carboidratos, presentes em pães, frutas e massas, por exemplo, são transformados em glicose (que de uma maneira mais simplista chamamos de açúcar) e ficam circulando na corrente sanguínea.

Nessa hora, o pâncreas recebe um alerta e é estimulado a produzir insulina para equilibrar a glicemia. Ao receber a glicose, as células trabalham com mais disposição e garantem energia para o funcionamento do corpo.

Se nos alimentamos mal, ingerindo mais carboidrato do que o necessário, uma parte desse nutriente acaba se instalando no tecido adiposo em forma de gordura e engordamos. Além disso, o corpo pode não conseguir equilibrar o nível de glicose e a consequência disso é um diabetes alto (hiperglicemia).

“Nos pacientes que fazem uso de insulina, a aplicação do bolus alimentar de maneira insuficiente (aplicar menos insulina do que o necessário para metabolizar o alimento), também pode provocar hiperglicemia”, explica Ticiane Gonçalez Bovi, nutricionista e mestre em Clínica Médica pela FCM/Unicamp. Segundo ela, o motivo do bolus alimentar insuficiente pode ser o medo de uma hipoglicemia, mas também erro na contagem de carboidratos.

Por outro lado, se passarmos muito tempo em jejum, ou fizermos muita atividade física sem comer direito, ou, ainda, se aplicarmos doses exageradas de insulina, ocorrerá o exposto: a glicemia cai e passamos mal. Esta situação é chamada de hipoglicemia e para revertê-la é preciso ingerir açúcar.

Ticiane também destaca que a hipoglicemia pode ser causada por erros na aplicação de insulina, principalmente no bolus de correção da hiperglicemia e no alimentar: “Neste caso, a aplicação maior do que o necessário, para a correção da glicemia bem como para o total de carboidratos da refeição, pode gerar quedas mais bruscas na glicemia.”

De uma maneira ou de outra, um desequilíbrio entre o nível de glicose e a quantidade de insulina no organismo pode causar uma pane nos órgãos. Por isso, é fundamental entender como funciona o nosso corpo para não deixá-lo sem combustível nem sobrecarregá-lo de energia, não é mesmo?

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