Muitas pessoas utilizam a bomba de infusão contínua de insulina para controlar o diabetes. O aparelho fica conectado ao corpo o dia inteiro e libera doses precisas do hormônio conforme a programação feita pelo médico ou pelo paciente, levando em consideração aspectos específicos da sua rotina, como atividade física e alimentação.

É possível desconectar a bomba de forma rápida e fácil, mantendo a cânula no subcutâneo, sempre que necessário, como nas atividades aquáticas ou no banho. Na hora do “vamos ver”, a dúvida entre tirar ou não o aparelho pode pintar, seja por receio da reação do parceiro ou por preocupação em relação ao controle do diabetes.

A publicitária Marina Colaço passou por uma situação delicada na época da faculdade. “Nunca escondi que eu tinha diabetes e usava bomba de insulina, mas uma vez, ao sair com um rapaz da faculdade, ele ficou assustado ao ver o cateter na minha barriga”, conta a jovem. Quando o clima esquentou e os corpos se tocaram, o estudante não conseguiu ir adiante no ato e foi embora. Marina ficou chateada, chorou, mas se recompôs, com a certeza que o problema não estava nela.

“Uso bomba há sete anos e esse foi o único episódio que sofri preconceito na hora do sexo”, conta. Além de não ficar encanada com o aparelho (às vezes Marina tira a bomba, outras não), ela também costuma jogar aberto com o companheiro. “Sempre falo do que estou gostando ou não. Isso inclui sentir uma leve hipo na hora H e parar tudo para salvar a minha vida”, diz. “Se ele for seu parceiro mesmo, vai entender e ainda vai cuidar de você. O que não pode é colocar em risco a sua saúde.”

A endocrinologista Denise Franco pondera que não existe regra quando o assunto é intimidade. “Tanto faz permanecer com a bomba ou não durante a relação sexual. O que vale é o casal se sentir bem. Se optar por permanecer com o aparelho, basta encontrar uma posição que seja agradável”, esclarece a médica. Se a bomba for retirada, deverá ser colocada em até duas horas, para evitar o risco de cetoacidose, quando o corpo não tem insulina suficiente para permitir que utilize a glicose como energia. “Além disso, é fundamental levar em consideração que o sexo é um tipo de atividade física com gasto calórico. Por isso, é importante realizar a automonitorização e corrigir com a ingestão de carboidratos quando necessário”, alerta Denise.

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