Da criação de um novo medicamento até a aprovação pelos órgãos competentes, um longo e rigoroso caminho é percorrido. São de 9 a 15 anos de estudos e muitas drogas nem chegam ao conhecimento dos pacientes. “De cada 10 mil compostos pesquisados pela indústria farmacêutica, 250 vão para a fase pré-clínica, somente cinco serão estudados em seres humanos e geralmente um será aprovado”, conta o endocrinologista Mauro Scharf, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes. Depois de liberados para o uso, os fármacos continuam sendo estudados com o objetivo de se descobrir ou verificar os efeitos e a segurança deles na saúde dos pacientes. O Brasil possui centros de pesquisa que são referência mundial na área de diabetes e se destacam pela excelência dos profissionais e o trabalho humanizado que desempenham. Em São Paulo, por exemplo, o Centro de Pesquisas Clínicas (CPClin) reúne profissionais de diversas especialidades clínicas, como endocrinologia, nefrologia, infectologia, cardiologia, entre outros.

“O voluntário da pesquisa é acompanhado por uma equipe multidisciplinar especializada, na maioria das vezes vinculada a centros de excelência e passa a ter um melhor controle da disfunção.”