Todo mundo sabe que praticar atividade física é essencial para ter uma vida mais saudável. Para quem tem diabetes, então, nem se fala. Aliada à medicação e a uma alimentação saudável, o hábito de se exercitar ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue.

Porém, antes de começar qualquer atividade física é preciso tomar alguns cuidados e, seja qual for o esporte escolhido, é fundamental o acompanhamento de um profissional especializado, a fim de evitar lesões musculares graves, movimentos errados, etc.

O médico fisiologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Centro de Avaliação de Saúde e Performance Esportiva da Nova Medicina Diagnóstica, Paulo Zogaib, listou alguns pontos importantes para que a preparação pré-treino e o exercício em si não ofereçam riscos para o praticante. Confira:

1. É fundamental ter o diagnóstico correto de possível doenças preexistente, como diabetes e pressão alta, e enfermidades cardiovasculares, antes de começar alguma atividade física. Esses resultados são obtidos através de exames de exames de eletrocardiograma de repouso, teste ergométrico o ergoespirométrico, ecocardiograma e exames laboratoriais para analisar glicemia, colesterol, triglicérides e as funções hepática e renal.

2. O profissional deve identificar possíveis alterações posturais e desequilíbrios musculares da pessoa. Essas informações servirão de base para os exercícios de prevenção e, também, para estabelecer a sobrecarga correta do treinamento.

3. A pessoa deve se conhecer e saber os sinais que demonstram seu limite de resistência, ou seja, quando seu organismo exige além do ideal. Alguns desses sinais são o cansaço exagerado, aumento excessivo da frequência cardíaca, suor profuso, mal-estar, dor de cabeça, dores abdominais e, para quem tem diabetes, os sinais de hipoglicemia e de hipoglicemia. É essencial saber o momento em que se deve parar e buscar ajuda imediatamente.

4. O cuidado deve ser redobrado se você estiver em reabilitação ou voltando ao esporte. A chamada fase de transição é o momento em que as estruturas que foram lesadas já estão curadas, porém ainda não estão em condições plenas para suportar uma carga de treino usual.

5. Na reabilitação, tanto o praticante quanto o profissional responsável pelo treino, precisam ter consciência de que o exercício físico deve ser quantificado respeitando os limites das estruturas até que elas voltem às condições plenas.

6. O acompanhamento médico deve continuar após o início das atividades físicas para saber como o organismo está se adaptando aos treinos. O treinamento deve sempre melhorar o desempenho e a saúde.

7. A atividade física deve ser prazerosa. O fundamental é adaptar a atividade a pessoa e nunca o indivíduo a atividade. Todos os esportes e exercícios fazem bem à saúde, mas desde que estejam dentro do ideal de cada um.